SEJA BEM VINDO (A), FICO FELIZ POR RECEBER SUA VISITA!
Mostrando postagens com marcador Movimentos e pastorais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Movimentos e pastorais. Mostrar todas as postagens

23 de junho de 2011

VEM AÍ O IV ENCONTRÃO DO PRÉ CLJ
Será no dia 03 de julho próximo, na Diocese de Novo Hamburgo. São os jovens levando a sério o SELO de Cristo que receberam no Sacramento do Batismo. Deus seja louvado!
Vamos rezar e pedir muita luz para todos os jovens, para que sigam o caminho da paz e do amor ensinado por Cristo a todos nós.
Que esse encontro seja um sucesso de partilha, comunhão e espiritualidade. Amém.
Marcador: Movimentos e Pastorais

24 de abril de 2011

ESCUTA AMOROSA
Escutar e aprender são sinônimos. Quem escuta aprende. A condição para escutar é fazer silêncio. Sem silêncio não se escuta. O que mais nos falta é o silêncio.
Muitos desejam que alguém os escute. Mas não encontram um ouvido aberto, disposto a acolher o grito dado do irmão e da irmã. As pessoas que não se comunicam transformam-se em ilha, sem contato uma com a outra. Desaparece o diálogo.
Dizer uma palavra de conforto a quem está desanimado é o que devemos fazer sempre e com alegria, a exemplo de Jesus, que tinha um jeito especial de conversar com as pessoas e de ajudá-las a ter vida e vida em abundância. O desejo de Jesus era este: "O Senhor me concedeu o dom de falar como seu discípulo, para eu saber dizer uma palavra de conforto a quem está desanimado." (Is 50,4)
Conversamos uns com os outros e na conversa partilhamos experiências e descobertas que fizemos ao longo dos anos, lidando com os problemas e o sofrimento das pessoas. Uma boa conversa ajuda demais. É conversando que as pessoas se convencem e se convertem. A conversa produz conversão e se torna fonte de felicidade para muita gente. As pessoas sofrem e procuram aliviar sua dor por meio de uma boa conversa.
O mais bonito na origem desta conversa-conversão está na vontade que as pessoas têm de ajudar uns aos outros. Elas ajudam sem pensar em retribuição. Na conversa, partilham a sabedoria que elas mesmas foram adquirindo ao longo dos anos.
Esta bondade das pessoas em querer ajudar os outros é um dom que Deus colocou no coração humano.
Foi Jesus de Nazaré, o próprio Filho de Deus, que, 2000 anos atrás, conseguiu dar uma forma perfeita às conversas que começavam pelo diálogo e iam seguindo passos para aliviar a dor e oferecer uma vida plena.
Passos para uma escuta eficaz
Muitos estudiosos, a exemplo de Jesus, consideram importantes para uma escuta amorosa os seguintes passos:
1. O Diálogo – escutar é ouvir atenciosamente as inquietações do interlocutor ou dos interlocutores, sentindo bem o problema dos seus interlocutores.
2. Depois de escutar e tomar consciência do problema do interlocutor é manter a intenção de ajudá-lo a entender o que está acontecendo na sua vida e mostrando caminhos de salvação.
3. A escuta amorosa acontecendo na vida de Jesus – olhar como Jesus fazia, oferecendo a verdadeira orientação à luz da Palavra de Deus.
4. Analisar de perto se a pratica está conforme os princípios cristãos.
5. Fazer uma catequese inculturada, unindo fé e vida.
6. Orar numa prece de agradecimento, a Deus do Amor e da Vida, em que louve a Deus pela luzes que iluminam a caminhada de paz e de convivência cristã, não se esquecendo de pedir a Deus força para seguir o que Jesus apontou para a busca de felicidade e santidade.
Doarmo-nos ao ministério da escuta é muito importante. Mais importante quando escutamos e orientamos conforme os passos lembrados acima. Em outras palavras, o ideal é conseguirmos levar alguém a uma experiência de escuta amorosa de Jesus.
Dom Benedito Francisco de Albuquerque
        Bispo Emérito de Itapipoca
Marcador:  Movimentos e Pastorais

19 de fevereiro de 2011

Quem disse que sofrer faz bem?

Penso que quem já aprendeu a sofrer, é capaz de amar em todas as circunstâncias, em especial nas mais difíceis, injustas e incompreensíveis!

Acredito que seja assim, porque o sofrimento tem uma magnífica capacidade de esvaziar as pessoas de seus preconceitos e purificá-las, a ponto de restar o que, na verdade, todo cristão e ser humano é: AMOR!

Não tenha medo! Especialmente se o sofrimento lhe parecer insuportável, tente observar o bem que também ele é capaz de gerar em você! E siga por aí e cresça!

Só o sofrimento nos faz amar em profundidade!
Marcador: Movimentos e pastorais

18 de fevereiro de 2011

 JANELA DO MEU QUARTO

Volto os olhos
para a janela.
Encontro a copa
de uma árvore.

De fora,
chega o canto
de pássaros que pousam
junto ao quarto.

Percebo
A particularidade
de uma beleza
jamais considerada.

Agora, não.

Agora
tudo
assume
importância.

Imobilizado na cama
passeio livremente
em meu
imaginário.

Como nunca
antes vi
com tantos
detalhes
a vida.

E, somente agora
prisioneiro
de uma cama
reconforta-me
a natureza.

Também eu estou
do outro lado
de uma janela.

O lado novo
que descobre a vida
onde antes
era acessório

O que me abriu
para o mundo?

O que me proteja
para uma espécie
de renascer?

Quem não se anuncia,
mas vem
em meio
à minha aflição
fazendo
redescobrir-me.

Não há palavras
mas há presença.

Aceito
serenamente
um convite
silencioso,
e inicio
uma escuta
surda
chamada
Oração.

(João Paulo-Ag. da Pastoral da Saúde 
Hospital das Clínicas - SP
ICAPS-jan/fev/2011)
Marcador:  Movimentos e pastorais

1 de fevereiro de 2011

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O XIX DIA MUNDIAL DO DOENTE 2011

«Pelas suas chagas fostes curados» (1 Pd 2, 24).

Queridos Irmãos e Irmãs!
Todos os anos, na memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, que se celebra a 11 de Fevereiro, a Igreja propõe o Dia Mundial do Doente. Esta circunstância, como quis o venerável João Paulo ii, torna-se ocasião propícia para reflectir sobre o mistério do sofrimento e, sobretudo, para tornar as nossas comunidades e a sociedade civil mais sensíveis aos irmãos e irmãs doentes. Se todos os homens são nossos irmãos, aquele que é débil, sofredor ou necessitado de cuidado deve estar mais no centro da nossa atenção, para que nenhum deles se sinta esquecido ou marginalizado; com efeito «a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana» (Carta enc. Spe salvi, 38). As iniciativas que serão promovidas nas diversas Dioceses, por ocasião deste Dia, sirvam de estímulo para tornar cada vez mais eficaz o cuidado para com os sofredores, também na perspectiva da celebração de modo solene, que terá lugar em 2013, no Santuário mariano de Altötting, na Alemanha.
1. Tenho ainda no coração o momento em que, durante a visita pastoral a Turim, pude deter-me em reflexão e oração diante do Santo Sudário, diante daquele rosto sofredor, que nos convida a meditar sobre Aquele que carregou sobre si a paixão do homem de todos os tempos e lugares, inclusive os nossos sofrimentos, as nossas dificuldades e os nossos pecados. Quantos fiéis, no curso da história, passaram diante daquele tecido sepulcral, que envolveu o corpo de um homem crucificado, que corresponde em tudo ao que os Evangelhos nos transmitem sobre a paixão e a morte de Jesus! Contemplá-lo é um convite a reflectir sobre quanto escreve São Pedro: «Pelas suas chagas fostes curados» (1 Pd 2, 24). O Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou, e exactamente por isso aquelas chagas tornam-se o sinal da nossa redenção, do perdão e da reconciliação com o Pai; tornam-se, contudo, também um banco de prova para a fé dos discípulos e para a nossa fé: todas as vezes que o Senhor fala da sua paixão e morte, eles não compreendem, rejeitam, opõem-se. Para eles, como para nós, o sofrimento permanece sempre carregado de mistério, difícil de aceitar e suportar. Os dois discípulos de Emaús caminham tristes, devido aos acontecimentos daqueles dias em Jerusalém, e só quando o Ressuscitado percorre a estrada com eles, se abrem a uma visão nova (cf. Lc 24, 13-31). Também o apóstolo Tomé mostra a dificuldade em crer na via da paixão redentora: «Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei» (Jo 20, 25). Mas diante de Cristo que mostra as suas chagas, a sua resposta transforma-se numa comovedora profissão de fé: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20, 28). O que antes era um obstáculo intransponível, porque sinal da aparente falência de Jesus, torna-se, no encontro com o Ressuscitado, a prova de um amor vitorioso: «Somente um Deus que nos ama a ponto de carregar sobre si as nossas feridas e a nossa dor, sobretudo a dor inocente, é digno de fé» (Mensagem Urbi et Orbi, Páscoa de 2007).
2. Queridos doentes e sofredores, é justamente através das chagas de Cristo que podemos ver, com olhos de esperança, todos os males que afligem a humanidade. Ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal do mundo, mas extirpou-os pela raiz. À prepotência do Mal opôs a omnipotência do seu Amor. Indicou-nos então, que o caminho da paz e da alegria é o Amor: «Como Eu vos amei, vós também vos deveis amar uns aos outros» (Jo 13, 34). Cristo, vencedor da morte, está vivo no meio de nós E enquanto com São Tomé dizemos também: «Meu Senhor e meu Deus», seguimos o nosso Mestre na disponibilidade a prodigalizar a vida pelos nossos irmãos (cf. 1 Jo 3, 16), tornando-nos mensageiros de uma alegria que não teme a dor, a alegria da Ressurreição.
São Bernardo afirma: «Deus não pode padecer, mas pode compadecer». Deus, a Verdade e o Amor em pessoa, quis sofrer por nós e connosco; fez-se homem para poder com-padecer com o homem, de modo real, em carne e sangue. Em cada sofrimento humano, portanto, entrou Aquele que partilha o sofrimento e a suportação; em cada sofrimento difunde-se a con-solatio, a consolação do amor partícipe de Deus para fazer surgir a estrela da esperança (cf. Carta enc. Spe salvi, 39).
A vós, queridos irmãos e irmãs, repito esta mensagem, para que sejais suas testemunhas através do vosso sofrimento, da vossa vida e da vossa fé.
3. Considerando o encontro de Madrid, no mês de Agosto de 2011, para a Jornada Mundial da Juventude, gostaria de dirigir também um pensamento especial aos jovens, especialmente aos que vivem a experiência da doença. Com frequência a Paixão e a Cruz de Jesus causam medo, porque parecem ser a negação da vida. Na realidade, é exactamente o contrário! A Cruz é o «sim» de Deus ao homem, a expressão mais elevada e intensa do seu amor e a fonte da qual brota a vida eterna. Do Coração trespassado de Jesus brotou esta vida divina. Só Ele é capaz de libertar o mundo do mal e de fazer crescer o seu Reino de justiça, de paz e de amor ao qual todos aspiramos (cf. Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de 2011, 3). Queridos jovens, aprendei a «ver» e a «encontrar» Jesus na Eucaristia, onde Ele está presente de modo real para nós, até se fazer alimento para o caminho, mas sabei reconhecê-lo e servi-lo também nos pobres, nos doentes, nos irmãos sofredores e em dificuldade, que precisam da vossa ajuda (cf. ibid., 4).
A todos vós jovens, doentes e sadios, repito o convite a criar pontes de amor e solidariedade, para que ninguém se sinta sozinho, mas próximo de Deus e parte da grande família dos seus filhos (cf. Audiência geral, 15 de Novembro de 2006).
4. Ao comtemplar as chagas de Jesus o nosso olhar dirige-se ao seu Sacratíssimo Coração, no qual se manifesta em sumo grau o amor de Deus. O Sagrado Coração é Cristo crucificado, com o lado aberto pela lança, do qual brotam sangue e água (cf. Jo 19, 34), «símbolo dos sacramentos da Igreja, para que todos os homens, atraídos pelo Coração do Salvador, bebam com alegria na fonte perene da salvação» (Missal Romano, Prefácio da Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus). Especialmente vós, queridos doentes, sentis a proximidade deste Coração cheio de amor e bebeis com fé e alegria de tal fonte, rezando: «Água do lado de Cristo, lava-me. Paixão de Cristo, fortalece-me. Oh, bom Jesus, ouve-me. Nas tuas chagas, esconde-me» (Oração de Santo Inácio de Loyola).
5. Na conclusão desta minha Mensagem para o próximo Dia Mundial do Doente, desejo exprimir o meu afecto a todos e a cada um, sentindo-me partícipe dos sofrimentos e das esperanças que viveis quotidianamente em união com Cristo crucificado e ressuscitado, para que vos conceda a paz e a cura do coração. Juntamente com Ele ao vosso lado vigie a Virgem Maria, que invocamos com confiança como Saúde dos enfermos e Consoladora dos sofredores. Aos pés da Cruz realiza-se para Ela a profecia de Simeão: o seu Coração de Mãe é trespassado (cf. Lc 2, 35). Do abismo da sua dor, participação no sofrimento do Filho, Maria tornou-se capaz de assumir a nova missão: tornar-se a Mãe de Cristo nos seus membros. Na hora da Cruz, Jesus apresenta-lhe cada um dos seus discípulos, dizendo-lhe: «Eis o teu filho» (cf. Jo 19, 26-27). A compaixão materna para com o Filho torna-se compaixão materna para cada um de nós nos nossos sofrimentos quotidianos (cf. Homilia em Lourdes, 15 de Setembro de 2008).
Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial do Doente, exorto também as Autoridades a fim de que invistam cada vez mais energias em estruturas médicas que sirvam de ajuda e apoio aos sofredores, sobretudo aos mais pobres e necessitados e, dirigindo o meu pensamento a todas as Dioceses, transmito uma saudação afectuosa aos Bispos, aos sacerdotes, às pessoas consagradas, aos seminaristas, aos agentes no campo da saúde, aos voluntários e a todos os que se dedicam com amor a cuidar e aliviar as chagas de cada irmão e irmã doente, nos hospitais ou casas de cura, nas famílias: nos rostos dos doentes sabei ver sempre o Rosto dos rostos: o de Cristo.
A todos garanto a minha recordação na oração, enquanto concedo a cada um a especial Bênção Apostólica.
Vaticano, 21 de Novembro de 2010.
(Benedictus PP. XVI)
Fonte:

Marcador: Movimentos e pastorais

4 de abril de 2010

Calendário de atividades - Pastoral Saúde ano 2010

“Pastoral da Saúde é uma ação evangelizadora do Povo de Deus, com o propósito de dar conforto espiritual e emocional aos pacientes e familiares. Esta ação consiste em acolher, compreender, saber escutar, estar disponível e ver o paciente em sua integralidade”.
(Irmãs Scalabrinianas) 
“A caridade com os doentes é obra agradável a Deus”
(Dom João Batista Scalabrini)

11 de fevereiro de 2010


Mensagem do Papa Bento XVI
para o 18º Dia Mundial do Doente 2010
Caros irmãos e irmãs
No próximo dia 11 de Fevereiro, memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes, celebrar-se-á na Basílica Vaticana o XVIII Dia Mundial do Doente. A feliz coincidência com o 25º aniversário da instituição do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde constitui mais um motivo para dar graças a Deus do caminho até agora percorrido no setor da pastoral da saúde. Formulo votos de coração a fim de que esta celebração seja ocasião para um impulso apostólico mais generoso ao serviço dos enfermos e de quantos se ocupam deles.
Efetivamente, com o anual Dia Mundial do Doente a Igreja tenciona sensibilizar profundamente a comunidade eclesial a respeito da importância do serviço pastoral no vasto mundo da saúde, serviço que faz parte integrante da sua missão, uma vez que se inscreve no sulco da mesma missão salvífica de Cristo. Ele, Médico divino, “passou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Diabo” (At 10,38). O sofrimento humano tem sentido e é plenamente esclarecido no mistério da Sua paixão, morte e ressurreição. Na Carta Apostólica Salvifici doloris, o Servo de Deus João Paulo II usa palavras iluminadoras a este propósito. “O sofrimento humano escreveu ele atingiu o seu vértice na paixão de Cristo; e, ao mesmo tempo, revestiu-se de uma dimensão completamente nova e entrou numa ordem nova: ele foi associado ao amor... àquele amor que cria o bem, tirando-o mesmo do mal, tirando-o por meio do sofrimento, tal como o bem supremo da Redenção do mundo foi tirado da Cruz de Cristo e nela encontra perenemente o seu princípio. A Cruz de Cristo tornou-se uma fonte, da qual brotam rios de água viva” (n. 18).
Na Última Ceia, antes de voltar para o Pai, o Senhor Jesus inclinou-se para lavar os pés aos Apóstolos, antecipando o supremo ato de amor da Cruz. Com este gesto, convidou os seus discípulos a entrar na sua mesma lógica do amor que se entrega, especialmente aos mais pequeninos e aos necessitados (cf. Jo 13,12-17). Seguindo o seu exemplo, cada cristão é chamado a reviver, em contextos diferentes e sempre novos, a parábola do bom Samaritano que, passando ao lado de um homem abandonado meio morto pelos salteadores na margem da estrada, “vendo-o, encheu-se de piedade. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria vontade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: “Trata bem dele, e o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar” (Lc 10,33-35).
Na conclusão da parábola, Jesus diz: “Vai, e também tu faz do mesmo modo” (Lc 10,37). Ele dirige-se também a nós com estas palavras. Exorta-nos a inclinar-nos sobre as feridas do corpo e do espírito de muitos dos nossos irmãos e irmãs que encontramos pelas estradas do mundo; ajuda-nos a compreender que, com a graça de Deus acolhida e vivida na vida de cada dia, a experiência da enfermidade e do sofrimento pode tornar-se escola de esperança. Na verdade, como afirmei na Encíclica Spe salvi: “Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com amor infinito” (n. 37).
Já o Concílio Vaticano II evocava a importante tarefa da Igreja, de cuidar do sofrimento humano. Na Constituição dogmática Lumen gentium, lemos que “tal como Cristo... foi enviado pelo Pai ‘para anunciar a boa nova aos pobres, para proclamar a libertação aos cativos’ (Lc 4,18), ‘para procurar e salvar o que estava perdido’ (Lc 19,10), de modo semelhante a Igreja ama todos os angustiados pelo sofrimento humano, reconhece mesmo a imagem do seu Fundador, pobre e sofredor, nos pobres e nos que sofrem, esforça-se por aliviar a sua indigência e neles deseja servir a Cristo” (n. 8). Esta ação humanitária e espiritual da Comunidade eclesial para com os doentes e os sofredores, ao longo dos séculos, manifestou-se de múltiplas formas e em numerosas estruturas médicas, também de cariz institucional. Gostaria de evocar aqui aquelas que são geridas diretamente pelas dioceses e as que nasceram da generosidade de vários Institutos religiosos. Trata-se de um “patrimônio” precioso, correspondente ao fato de que “o amor tem necessidade também de organização enquanto pressuposto para um serviço comunitário ordenado” (Encíclica Deus caritas est, 20). A criação do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, há vinte e cinco anos, faz parte de tal solicitude eclesial pelo mundo da saúde. E apraz-me acrescentar que, no atual momento histórico-cultural, se sente ainda mais a exigência de uma presença eclesial atenta e escrupulosa ao lado dos doentes, como também de uma presença na sociedade capaz de transmitir os valores evangélicos de maneira eficaz, em vista da salvaguarda da vida humana em cada uma das fases, desde a sua concepção até ao seu fim natural.
Gostaria de retomar aqui a Mensagem aos pobres, aos doentes e a todos aqueles que sofrem, que os Padres conciliares dirigiram ao mundo, no encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II: “Ó vós todos, que sentis mais duramente o peso da cruz - disseram eles - ...vós que chorais... vós, desconhecidos da dor, tende coragem, vós sois os preferidos do reino de Deus, que é o reino da esperança, da felicidade e da vida; vós sois os irmãos de Cristo sofredor; e com Ele, se quiserdes, salvareis o mundo!” (Ench. Vat., I, n. 523* [pág. 313]). Agradeço de coração às pessoas que, todos os dias, “desempenham o serviço em prol dos doentes e dos sofredores”, fazendo com que “o apostolado da misericórdia de Deus, ao qual se dedicam, corresponda cada vez melhor às novas exigências” (João Paulo II, Constituição Apostólica Pastor bonus, art. 152).
Neste Ano sacerdotal, o meu pensamento dirige-se particularmente a vós, queridos sacerdotes, “ministros dos enfermos”, sinal e instrumento da compaixão de Cristo, que deve chegar a cada homem assinalado pelo sofrimento. Estimados presbíteros, convido-vos a não vos poupardes no gesto de lhes oferecer cuidado e conforto. O tempo transcorrido ao lado de quem se encontra na prova revela-se fecundo de graça para todas as demais dimensões da pastoral. Enfim, dirijo-me a vós prezados doentes, enquanto vos peço que rezeis e ofereçais os vossos sofrimentos pelos sacerdotes, a fim de que possam manter-se fiéis à sua vocação, e o seu ministério seja rico de frutos espirituais, em benefício da Igreja inteira.
Com estes sentimentos, imploro sobre os enfermos, assim como sobre aqueles que os assistem, a salvaguarda materna de Maria, Salus Infirmorum, e a todos concedo de coração a Bênção Apostólica.
Vaticano, 22 de Novembro de 2009, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
BENEDICTUS PP. XVI