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2 de dezembro de 2010

CONSTRUAMOS O TRIPÉ SOBRE A ROCHA
Não basta dizer que somos de Deus, que somos batizados, que somos católicos, se a nossa vida não condiz com tudo isso. Uma vida sem testemunho, sem coerência, é tudo, menos vida cristã autêntica.
Muitas vezes, a falta de autenticidade na vida cristã não é fruto simplesmente da mediocridade e da duplicidade de vida; a grande causa é que ainda – na maioria das vezes – achamos que ser cristão é estar ausente de sofrimentos, lutas, angústias e cruzes. Convençamo-nos de uma coisa, meus amados irmãos e irmãs: quanto mais autenticamente vivermos a nossa fé, tanto mais as enchentes, os ventos e as chuvas darão contra a casa da nossa vida. Que interessante: a chuva vem por cima, as enchentes vêm por baixo e os ventos sopram os lados da casa. Para dizer que de todos os lados seremos afligidos, pois não pertencemos à sabedoria deste mundo cruel e desumano, que possui o demônio como o seu chefe – entendendo o mundo não como um ambiente físico-geográfico, mas como tudo aquilo que está fora da vontade de Deus. Sim, somos afligidos, mas não vencidos, pois o Senhor, a Rocha firme, venceu o mundo!
Para que a nossa vida seja sustentada sobre a Rocha firme, que é o Senhor, devemos montar o tripé – as sapatas da vida espiritual:
1º Oração: Santa Teresa d’Ávila é taxativa em dizer: “Quem reza se salva; quem não reza, se condena”. Precisamos viver em intimidade com o Senhor, fazendo com que nossa vida seja um Evangelho vivo, escrito em obras e palavras, para que nossos irmãos possam ler e ser evangelizados.
2º Vida ascética: murmuramos e reclamamos muito da vida, dos reveses que nos acontecem; não queremos trabalho, sacrifícios, mortificações… Somos uma geração de gente fraca; por isso não aguentamos nada e acabamos sempre achando que os problemas estão fora. Aproveitemos as contrariedades da vida – as chuvas, os ventos e as enchentes – e as ofereçamos em sacrifício, em reparação; morramos para as nossas vontades, para as nossas ideias; façamos pequenos sacrifícios, fazendo das adversidades meios concretos de aprendizado. Na vida espiritual é muito salutar tomarmos os sofrimentos e, silenciosamente, louvando a Deus, ofertá-los ao Sagrado Coração de Jesus pela Sua Igreja. Onde estão os homens e as mulheres de sacrifícios silenciosos, a exemplo de Cristo na Cruz?
3º Jejum: Nossa Senhora em Medjugorje pede, em suas aparições, que venhamos a jejuar – a pão e água – duas vezes por semana (quartas e sextas-feiras). Faz de 50 a 60 anos que na Igreja do Ocidente o jejum tem sido esquecido na vida de muita gente batizada. Aqui está uma das causas pelas quais o demônio está “nadando de braçada” na vida de tantas pessoas. Foi o próprio Jesus quem afirmou que existem certos tipos de demônio que só podem ser expulsos pela força da oração e do jejum, segundo a Bíblia Vulgata.
Não olhemos para os reveses, para as chuvas, para as enchentes, para os ventos – eu repito. Mas olhemos para o tripé que precisamos construir, para apoiarmos a casa da nossa vida sobre a Rocha firme, que é Jesus Cristo. Nossa atenção deve ser voltada para aquilo que precisamos ser – cristãos – e no que devemos fazer – amar – e jamais termos a nossa atenção voltada apenas no que não conseguimos evitar:  as contrariedades da vida.
Fonte 
Marcador: Evangelho - reflexão

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