SEJA BEM VINDO (A), FICO FELIZ POR RECEBER SUA VISITA!
Mostrando postagens com marcador Catequista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Catequista. Mostrar todas as postagens

24 de agosto de 2011

Ser catequista é apontar caminhos

Eis aí a Missão do catequista

A grande maioria de nossos catequistas são mulheres, leigas, mães de família. Mas, temos também muitos homens, e um número crescente de jovens que em nossas paróquias integram a nossa pastoral catequética. Em geral, são leigos. Proporcionalmente temos poucos religiosos (as) integrando nossas equipes de catequese, nas paróquias. Já falamos a respeito da atuação dos leigos, na semana passada. Mas, como neste mês de agosto, temos cinco domingos, podemos dedicar este último para uma homenagem especial aos catequistas. Até sugerimos que esta justa homenagem de gratidão seja feita em todas as nossas comunidades e paróquias, neste quinto domingo de agosto.
          Todos sabem que a catequese é o grande trabalho da evangelização e da educação da fé, que acontece em nossas paróquias. Por isso, hoje fazemos sempre mais questão de afirmar que a catequese não é ensino religioso, não é aula e nem deveria fazer parte de um contexto escolar, com uma linguagem de “matrícula”, “freqüência” ou “aula de catequese”. Catequese é um caminho que se faz com pessoas que desejam ser educados na fé, que precisam de palavras, de testemunhos e de vivências, sempre num clima muito humano de fraternidade e de paz.

          Em outros tempos, quando as nossas crianças e jovens vinham de famílias plenamente convertidas e evangelizadas, a participação das crianças na missa dominical era uma simples conseqüência do modo de vida que se levava em casa. Para o domingo havia uma roupa especial, um cardápio próprio e um programa específico que sempre incluía já a missa dominical. Hoje é tudo tão diferente.
          Não é mais a maioria das crianças que vem de uma família completa, onde temos pai, mãe e irmãos. Em muitos casos, nossas crianças têm uma família durante a semana e outra nos domingos. Temos muitíssimos casos de crianças da catequese que tem pais totalmente afastados da vivência religiosa. Muitos deles estão simplesmente acomodados, isto é, organizaram a sua vida, sem Deus, sem Igreja e sem Sacramentos. Outros estão realmente incomodados. Aconteceu-lhes algo no passado e por isto estão ofendidos ou incomodados. Não participam mais da vida religiosa por um ato de rebeldia.
          Dentro deste contexto, para que as crianças se sintam motivadas à participação das atividades religiosas, cabe à criatividade das paróquias e dos catequistas descobrirem e adotar estratégias que façam as crianças participar com alegria e motivação. Elas de fato precisam criar hábitos de vivência e de participação. Precisamos ter bons hábitos.
          Na Igreja Primitiva, em algumas passagens do Novo Testamento, o Cristo Ressuscitado era apresentado como o “Caminho”. O trabalho dos catequistas era denominado: apontar o caminho. A própria palavra catequese tem origem na palavra “Caminho”.

          Por tudo o que vimos, hoje, mais do que nunca, ser catequista é realmente apontar o caminho, mostrar por onde ele passa e ainda colocar sinais luminosos por todo o trajeto. Assim como nas estradas do mundo, encontramos inúmeros sinais, muitas indicações, e todos apontando para a mesma finalidade, podemos dizer que a catequese hoje cumpre esta insubstituível tarefa e missão. Feliz dia do catequista! Feliz a comunidade que tem bons catequistas! Muito feliz é a família que sabe valorizar aqueles e aquelas que se dedicam à catequese de seus filhos.

Fonte: 
Marcador: Catequista

30 de junho de 2011

Esta postagem é uma dica interessante. Trata-se do site do Catequista Bruno Velasco. Para conferir clique no link abaixo:

Lá encontramos matérias muito interessantes, dicas e muito mais. 

 Os slides a seguir encontram-se no referido site, vejam que dicas legais para preparar os encontros de catequese:


Tem mais, coloquei aqui só os iniciais. Eu achei muito bom como orientação e dicas para o trabalho de preparação e desenvolvimento dos encontros.
Marcador: Catequista

28 de junho de 2011

CATEQUISTA, FORMADOR DE PESSOAS


Cidade do Vaticano, 28 jun (RV) - Estamos no tempo de religião invisível e sem vínculo com nenhuma instituição. É momento de baixa de todas as instituições. Está em alta o individualismo, as novidades, a estética, o imediato, isto é, tudo o que favorece o meu eu.

Esta realidade é fruto do que chamamos de “mudança de época”. É tempo de falta de cumplicidade com o outro, fato endeusado fortemente pelos meios de comunicação social. É o que acontece com a família e seus vínculos matrimoniais.

Até dentro da Igreja isto pode acontecer. Podemos dizer aqui de uma catequese desvinculada da Pastoral de Conjunto e paralela às orientações da coordenação diocesana e/ou paroquial. A fidelidade à tradição fecunda a prática concreta da catequese.

A catequese é anunciadora de uma novidade vinda da Palavra de Deus, da Pessoa de Jesus Cristo, na linguagem de hoje. Isto deve entusiasmar catequistas e catequizandos, fortalecendo a experiência do discipulado e da vivência cristã.
Não é fácil trabalhar numa cultura de emotividade, de pouca racionalidade, com profundo indiferentismo diante das propostas que exigem determinação e compromisso concreto de vida. É a transitoriedade com sintonia de superficialidade.

Tendo em vista todo esforço de reflexão da Igreja, enxergamos uma profunda mudança de paradigma na vivência da sociedade e na dimensão de fé. Assim sendo, a nossa catequese precisa ser mais propositiva e mais envolvente na vida de fé.

A pedagogia catequética de hoje leva em conta o aspecto celebrativo-litúrgico. Isto integra prática de vida e vivência da fé nas situações concretas. Com isto, a vida cotidiana, os problemas, as alegrias e tristezas passam a ter uma dimensão cristã.

Devemos entender o itinerário, o caminho da catequese. Ele passa pela experiência de vida do catequizando. Significa entender o sacramento como auge de uma caminhada, de interiorização, sem muita preocupação com o lado só festivo.

É o que entendemos sobre os passos do catecumenato, que acompanha os principais momentos da prática de fé do catequizando. Cada passo é marcado por uma celebração envolvente, introduzindo a pessoa na realidade que é celebrada.

A iniciação à vida cristã acompanha a vida do cristão. Não termina com os sacramentos. É processo formativo que termina com a morte. Nunca somos totalmente formados. As riquezas da mensagem cristã são infinitas e passíveis de conhecimento.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo Diocesano

Fonte:
 Marcador: Catequista
Veja também:
Vocação e missão
Ação catequética

22 de junho de 2011

VOCAÇÃO E MISSÃO

Ser catequista é vocação e missão. É um dom de Deus, mas que requer nossa resposta e nosso compromisso. É óbvio e nem se discute, então, que é necessário preparar-se continuamente, formar-se, para ser competente e dar testemunho. O problema, porém, está em criar os meios para esta formação. E isso depende de alguns fatores. Cito os dois mais importantes:
• Sermos pessoas convertidas e engajadas
A maioria de nós católicos não leva a sério a nossa fé. Com isso não cuidamos de nossa formação cristã inicial e permanente e nem nos engajamos na vida da Comunidade. Ser catequista é um ministério na
Comunidade, pois agimos em nome da Comunidade Eclesial;
• Ajudar na boa organização de nossa comunidade eclesial
Afinal, com quem podemos contar na comunidade? Quais as prioridades? Com que recursos financeiros e materiais podemos contar? Como organizar uma boa equipe de pastoral e para a catequese?
Se estes pontos básicos forem resolvidos é evidente que a Catequese estará entre as prioridades. A Comunidade Eclesial, então, vai organizá-la e dar-lhe sustento: fará o chamado aos que desejam ser catequistas e, conseqüentemente, providenciará a preparação inicial e permanente deles e delas.
MAS COMO FORMAR CATEQUISTAS?
O Doc. Catequese Renovada tem um capítulo, muito rico, sobre a Formação de Catequistas e a CNBB publicou um livro na Coleção “Estudos” (nº 53), destinado a este importante tema. Mas, aqui destaco:
• Prioritariamente é preciso cuidar da formação pessoal do catequista para amadurecer, cada vez mais, na fé, na esperança, na caridade e no engajamento na Comunidade Eclesial. É claro que um catequista, comprometido com Deus e com sólida formação na vida cristã, tem a maior parte do caminho já andado para ser catequista. Relembro que o Grupo de Catequistas, em estilo de comunidade, é de excelente ajuda: estar juntos, planejar e orar juntos, estudar juntos a Bíblia, os documentos sobre catequese, celebrar juntos, apoiar-se mutuamente...
•Em segundo lugar, é preciso que o catequista aprenda, na teoria e na prática, o processo específico da ação catequética: conteúdos, metodologia, didática, etc, evitando ao máximo o estilo acadêmico escolar, pois não se trata de aula de catequese, mas de Encontro Catequético, durante o qual se prioriza a fraternidade, a comunhão com Deus, a meditação. Os conteúdos são “estudados” de outra forma, isto é, a partir do coração, do amor, da fé e não como uma disciplina escolar...
• E em terceiro lugar, muito conectado com o anterior, animar um processo participativo e profundamente espiritual. Trata-se, na catequese, de tentar mediações para entrar em comunhão com Deus, em fraternidade com os colegas, saborear a Palavra de Deus, celebrar as maravilhas de Deus, e aprender mensagens de vida. É fundamental unir coração (experiência), intelecto (estudo), vontade (comportamento) e espírito (união íntima e comunitária com Deus).
• Em quarto lugar, ter biblioteca e materiais de apoio à disposição, para leitura, consulta, cópia de textos, etc. É preciso ter suficiente humildade para buscar apoio, pois é um risco tentar dar o que não se tem, ficar no “achismo” e na “opinionite” sobre questões básicas da fé.
• Em quinto lugar, lutar para que na Diocese e no Regional haja uma boa Escola da Fé, para a formação cristã de Adultos, mas que não atenda apenas à parte do conhecimento intelectivo, tipo cursinho, e sim zele seriamente pela vida cristã como um todo. Neste sentido é fundamental que a Diocese prepare bem os responsáveis para atuar nestas “Escolas” quanto ao conteúdo, à metodologia, à espiritualidade, etc.

SUGESTÃO
Que tal um estudo pessoal e em grupo dos números 144 a 151 do Doc. Catequese Renovada, confrontando aqueles conteúdos com o que cada um é, faz, estuda, age? Não esquecer de incluir neste exercício um momento forte de oração.
Irmão Nery, FSC
nery@telnet.com.br
Marcador:  Catequista
Veja também:
Catequista, formador de pessoas

10 de agosto de 2010


VOCAÇÃO DO CATEQUISTA:
ANÚNCIO DO REINO E TESTEMUNHO DE SANTIDADE
Em primeiro lugar é importante ressaltar que a Igreja existe para evangelizar, isto é, para levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade, conforme nos ensina o Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (EN 14).
Afirma o Diretório Geral para a Catequese que “a vocação do leigo à catequese tem origem no sacramento do Batismo e se fortalece pela Confirmação, sacramentos mediante os quais ele participa do « ministério sacerdotal, profético e real » de Cristo. Além da vocação comum ao apostolado, alguns leigos sentem-se chamados interiormente por Deus, a assumirem a tarefa de catequistas. A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere a missão de catequizar. Dessa forma, o Senhor Jesus convida homens e mulheres, de uma maneira especial, a segui-Lo, mestre e formador dos discípulos. Este chamado pessoal de Jesus Cristo e a relação com Ele são o verdadeiro motor da ação do catequista. « É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de « evangelizar », e de levar outros ao « sim » da fé em Jesus Cristo “(DGC 231).
A catequese na Igreja é uma praxe que remonta à época apostólica, mas que tem a sua fonte primeira no próprio Jesus, que foi um excepcional mestre de doutrina e de vida. Ele era chamado pelos discípulos e pelas multidões de rabbi, isto é, mestre (cf. Jo 1,49; 3,2; 4,31; 6,25; 9,2; 11,8). Ensinou durante a sua vida ministerial com uma autoridade que causava espanto e admiração em todos os que o ouviam, e que superava sem medidas a forma com que ensinavam os mestres da lei da sua época (cf. Mc 1,22).
Hoje em dia, ainda que a catequese seja uma responsabilidade de toda a comunidade cristã, há algumas pessoas que recebem um encargo especial, nesta tarefa pastoral. São elas:
ð Os Bispos: primeiros responsáveis pela catequese, catequistas por excelência;
ð Os sacerdotes: pastores e educadores da comunidade cristã;
ð Os pais: primeiros educadores dos próprios filhos à fé;
ð Os leigos: grande maioria no desempenho da pastoral catequética.
A Vocação do Catequista
Afirma o Diretório Geral para a Catequese que “a vocação do leigo à catequese tem origem no sacramento do Batismo e se fortalece pela Confirmação, sacramentos mediante os quais ele participa do « ministério sacerdotal, profético e real » de Cristo. Além da vocação comum ao apostolado, alguns leigos sentem-se chamados interiormente por Deus, a assumirem a tarefa de catequistas. A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere a missão de catequizar. Dessa forma, o Senhor Jesus convida homens e mulheres, de uma maneira especial, a segui-Lo, mestre e formador dos discípulos. Este chamado pessoal de Jesus Cristo e a relação com Ele são o verdadeiro motor da ação do catequista. « É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de « evangelizar », e de levar outros ao « sim » da fé em Jesus Cristo “(DGC 231).
Ser catequista é uma vocação! É um chamado da parte de Deus para uma missão. O catequista, ao sentir esse chamado verifica que necessita compreender melhor seu trabalho missionário.
Sentir-se chamado a ser catequista e a receber da Igreja a missão para fazê-lo pode adquirir, de fato, diversos graus de dedicação, segundo as características de cada um.
Há muitas formas de exercer o ministério catequético, mas independente delas, o catequista deve se esforçar para desenvolver em si as seguintes características:
Ser catequista
Ser
Vocação: Sou chamado a servir
Saber
Sou discípulo e devo aprender com Jesus
Fazer
Sou enviado pela Igreja, em missão
Conviver

Devo formar comunidade fraterna


O Catequista é discípulo de Jesus

O catequista é um instrumento vivo, através do qual Deus se comunica com os homens; é um educador da fé e não um mero repetidor de uma doutrina; é um transmissor do Evangelho com a própria vida, seguindo o conteúdo, o estilo, os critérios e os métodos de Jesus, aprendendo a ter os seus mesmos sentimentos (cf. Fl 2, 5-11).
Então, o CATEQUISTA é um homem ou uma mulher, escolhido (a) por Deus, através da sua Igreja, e por ela encarregado (a), para ser um sinal-instrumento eficaz para transmitir, com a própria vida e pela Palavra, a Boa Nova do Reino Deus que aconteceu em Jesus Cristo.
O catequista se torna assim um mediador entre o diálogo que Deus quer empreender com todos os homens. É uma pessoa que por primeiro encontrou e aderiu à Cristo e à sua Palavra tornando-se, por isso, uma testemunha deste encontro e desta adesão. É um “mestre” que busca ajudar aos outros homens, seus irmãos, a descobrirem e a conhecerem aquilo que Deus falou e quer e deles espera como resposta de amor: “que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,40). É um educador, que conduz cada pessoa a desenvolver o germe da fé batismal, isto é, aquilo que cada um possui de melhor dentro de si, ou seja, Jesus Cristo, dom impresso pela graça batismal.
Enfim, o catequista é uma testemunha, capaz de santificar Cristo em seu coração e que está sempre pronto a dar razão de sua esperança a todos aqueles a pedirem. Isto se torna, por assim dizer, uma tarefa ainda maior nos nossos dias, que imersos num contexto secularizado e de inversão de valores, exigem do catequista uma capacidade de viver a fé e, de comunicá-la de modo convincente e crível, a fim de que os homens possam se libertar de tudo aquilo que é contrário à sua dignidade de filhos de Deus.
Como educador da fé dos seus irmãos, o catequista é devedor a todos do Evangelho que anuncia, ao mesmo tempo em que se deixa educar pela fé e pelo testemunho daqueles que catequiza.


 O Catequista é chamado a anunciar o Evangelho
 “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (Jo 15,16).
O catequista é enviado, “é, de certo modo, o intérprete da Igreja junto aos catequizandos” (DCG 35).
Ser destinatário de um dom de Deus e tornar-se dom de Deus para os outros, deve fazer surgir no catequista a exigência de um forte crescimento espiritual. Ele deve ser o discípulo que está em constante escuta do seu Mestre. Como Maria, a primeira dos discípulos do seu Filho, assim o catequista deve saber acolher com humildade e meditar a Palavra do Evangelho, referindo e pautando a própria vida nesta Palavra.
Deus nos chama e nos envia em missão de realizar o seu plano de salvação e de resgate de vida. Mas, para bem realizar esta tarefa, “é preciso não só “fazer” seu trabalho, mas acreditar nele. A idéia essencial que deve dominar toda a nossa atividade é: “somos instrumentos”. O primeiro sentimento que brota dessa tomada de consciência é o de profunda humildade. Nessa tarefa de evangelização, CRISTO nos precede no coração humano. É imprescindível contar com a graça de Deus” (Me. Ma. Helena Cavalcanti).
Um outro ponto fundamental, é o testemunho de vida do catequista: sejamos transparentes à verdade que ensinamos.
O Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica “Catequese Hoje”, afirma “a tarefa do catequista: apresentar os meios para ser cristão e mostrar a alegria de viver o Evangelho” (CT 147). Portanto, “a alegria é um bom método de aprendizagem” (Me. Ma. Helena Cavalcanti).
Santo Agostinho, no século V da era cristã, deixou grandes ensinamentos sobre a alegria e a catequese e que são úteis até os dias de hoje: “A grande preocupação existe na maneira de narrar, para que aquele que catequiza, quem quer que seja, o faça com alegria: tanto mais agradável será a narração, quanto mais puder alegrar-se o catequista” (Instrução dos catecúmenos).


 O Catequista é chamado a anunciar o Evangelho na Igreja
 “Quem vos ouve, a Mim ouve” (Lc 10,16).
O Evangelho que o catequista anuncia é o Evangelho que a Igreja lhe confia. Por isso, a fidelidade à tarefa de educador da fé que lhe é dada pela Igreja se exprime, antes de tudo, na comunhão e na fidelidade ao seu vivo magistério. Consciente de ser porta-voz da Igreja, nela a sua experiência de fé vem assegurada, de modo que o que ensina não é uma Palavra qualquer, mas a mesma Palavra viva que o tornou catequista.
Fidelidade à Igreja não é somente fidelidade a um mandato recebido, é também uma participação de fé na vida eclesial; é sentir-se parte ativa da Igreja local na qual exerce o serviço. Esta participação não pode, enfim, confinar-se somente no âmbito do anúncio da Palavra, mas deve abrir-se a todas as dimensões da vida eclesial e paroquial.


O Catequista é chamado a anunciar o Evangelho na Igreja a serviço do homem
 “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28).
Estando a serviço de Deus, em nome da Igreja, o catequista sabe-se chamado e enviado para um serviço aos irmãos. São testemunhas e partícipes de um mistério que vivem e que comunicam aos outros com amor. O fato mesmo de estar enraizado em Deus e na sua Igreja impulsiona o catequista a viver com os outros e para os outros.
O catequista deve saber se colocar próximo aos homens e caminhar com eles, na escuta das suas exigências, sobretudo daqueles que são considerados os últimos na sociedade: os pobres, os marginalizados e os que não são considerados capazes, por serem portadores de deficiência física ou mental.
O catequista assume concretamente a história do homem e dela se torna atento leitor. Servidor da Palavra de Deus que é para o homem, ele se qualifica em particular como animador da comunidade, favorecendo a participação de todos e a tomada de consciência da história que se vive. O respiro de uma autêntica catequese vai além dos muros paroquiais e atua também fora deles em atenção viva e generosa do catequista aos problemas da sociedade.


O Catequista é chamado à Santidade
Na Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte, o Papa João Paulo II enfatiza a necessidade de buscarmos a santidade em toda e qualquer atividade pastoral: “Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade (...) Na verdade, colocar a programação pastoral sob o signo da santidade é uma opção carregada de consequências. Significa exprimir a convicção de que, se o Batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: « Queres receber o Batismo? » significa ao mesmo tempo pedir-lhe: « Queres fazer-te santo? » Significa colocar na sua estrada o radicalismo do Sermão da Montanha: « Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai celeste »” (Mt 5,48) – (NMI 30;31).

 “Concedei-nos, Senhor,
a grande alegria de sermos fiéis Mensageiros de Vossa Ressurreição,
por uma tomada de consciência na fé, um testemunho de vida na esperança e um anúncio da salvação na caridade. ”
 (Madre Maria Helena Cavalcanti)
Marcador:  catequista

22 de maio de 2010

Catequistas

SER, SABER E SABER FAZER:
Três Qualidades do Catequista

O povo de Deus recebeu a vocação e a consagração de anunciar e testemunhar o Evangelho. Nesta vocação comum, o Senhor escolhe alguns para o serviço da catequese. Portanto, os catequistas são convocados por Deus mediante a Igreja, para desempenhar a missão evangelizadora da educação na fé.
A fim de que estes agentes pastorais possam desempenhar de maneira responsável e qualitativa o seu ministério, devem prestar uma particular atenção às suas competências, entre as quais está o serviço à Palavra de Deus e à Igreja.
A formação 
A formação integral dos catequistas, delineada no Diretório Geral para a Catequese numa tríplice dimensão: ser, saber e saber fazer, procura tornar os catequistas capazes de desempenhar de forma mais consciente a sua tarefa na comunidade eclesial.
A finalidade destas três características educativas consiste em acompanhar progressiva e permanentemente o agente pastoral da catequese, a fim de que ele possa desenvolver a própria personalidade cristã, aonde confluem os valores e a sabedoria humana, a síntese da fé e o compromisso pastoral.
Este programa didascálico comporta o conhecimento da Bíblia e da teologia, da pedagogia e da comunicação, da liturgia e da espiritualidade. Tudo isto não diz respeito de maneira exclusiva a um simples saber intelectual, mas sim a um conhecimento a nível de testemunho, ou seja, a uma profunda experiência de comunhão, de misericórdia e de certeza do amor de Deus, que consiga fazer do catequista um autorizado educador na fé.
Servidor da Palavra
A atitude típica do cristão consiste em praticar na sua própria existência o projeto de vida do Mestre, expresso de forma categórica, com as seguintes expressões: Com efeito, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10, 45). Por conseguinte, é mediante a participação no Mistério pascal de Cristo que cada um dos batizados se une à vontade do Pai, mas de maneira ainda mais específica aqueles que desempenham um determinado ministério no seio da comunidade eclesial.
Conseqüentemente, a espiritualidade do catequista impõe uma escuta participativa da Palavra em ordem a uma interiorização, a um confronto e a uma resposta existencial. Consciente do seu papel a desempenhar na Igreja, ele tem necessidade de uma familiaridade com a Sagrada Escritura para acompanhar os irmãos na intimidade com o Verbo do Pai.
Da meditação fiel da Bíblia, como uma conseqüência lógica, o catequista poderá iluminar, encorajar e instruir os catequizandos a não se deixarem desanimar pelas dificuldades, a não se submeterem aos critérios secularizadores, hoje predominantes na sociedade, e a não venderem a sua dignidade de filhos de Deus.
Os livros sagrados forjam a mente e o coração do catequista, tornando-o capaz do martírio, ou seja, de dar testemunho da fé, onde se manifesta a sabedoria bíblica, porque conquista o domínio da Sagrada Escritura; inquietude missionária, porque adquire a consciência do incansável zelo missionário evangelizador de Jesus, caminha no seguimento dos seus passos para alcançar todas as pessoas com amor salvífico; caridade veemente, porque segundo o exemplo do Senhor se inclina diante do sofrimento do homem para dar alívio e infundir esperança, sinais evidentes de que o seu agir constitui um eco do novo mandamento: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro manda mento. O segundo é semelhante a este: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas» (Mt 22, 37-40).
Da recepção humilde e obediente da Palavra revelada, o catequista dispõe-se a servir a comunidade eclesial para a edificar na comunhão, na diaconia e na missionariedade.
Servidor da Igreja
O ministério do catequista nasce, vive e realiza-se no seio da Igreja; por isso, ele pode ser considerado plena e justamente animador da comunidade eclesial, promotor da educação, da alimentação e do amadurecimento da sua fé, além de testemunha daquilo em que o povo de Deus acredita, daquilo que o mesmo celebra, vive e reza.
Uma das finalidades específicas da catequese consiste em iniciar os catecúmenos na vida comum, onde se vive a experiência de amar e louvar a Deus, de se ajudarem uns aos outros e de se aperfeiçoarem fraternamente, de com partilharem as tribulações e as alegrias, de oferecerem a própria disponibilidade, tolerância, paciência e prudência nos relacionamentos interpessoais, de tal maneira que, em qualquer situação, a Igreja se apresente como ícone da Santíssima Trindade.
Nesta altura, é necessário relevar a importância do relacionamento de colaboração entre os catequistas e os pastores, em vista de realizar conjuntamente a programação pastoral da catequese, para que ela possa corresponder de maneira constante à sua natureza no contexto da missão evangelizadora da Igreja.
Por sua vez, os pastores que se interessam sinceramente pela preparação dos catequistas, cuidam da sua competência doutrinal e metodológica, enquanto se dedicam à orientação espiritual e virtuosa destes agentes pastorais. E tudo isto, sempre para servir e edificar a Igreja de Deus, na certeza de que cada um dos ministérios encontra a sua gênese na confiante chamada divina. "Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e que vos destinei para irdes e dardes fruto, e que o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16).
O serviço eclesial à Palavra
Através de uma análise da realidade social contemporânea, evidencia-se o afastamento de tantos batizados da Igreja, porque os valores que no passado orientavam o comportamento humano, atualmente são ameaçados por uma mentalidade ateia; por conseguinte, é necessária uma séria e qualificada catequese em que a Palavra de Deus seja apresentada orgânica e unitariamente, mediante a sua linguagem narrativa dos acontecimentos salvíficos e através do seu impetuoso poder de redenção.
Não com menos urgência, é necessário demonstrar a identidade apostólica da igreja, onde o catequista desempenha o seu serviço em particular sintonia e comunhão com ela. Quanto mais forem evidenciados o amor e a responsabilidade em relação à comunidade eclesial, tanto mais os catequizandos se sentirão como verdadeiros filhos da igreja, orientados pelas Sagradas Escrituras.   
FONTE:
Marcador: catequista 

25 de março de 2010


A catequese é uma missão de todo cristão, que é levar Jesus às pessoas para que Ele seja conhecido e amado por todos.
Marcador: catequista